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Security
06/02/2024
A poderosa sinergia entre a Inteligência Artificial e a Cibersegurança. O que a Inteligência Artificial tem a dar à Cibersegurança poderá também colocá-la em causa. Razão pela qual a ação dos profissionais de TI ganha cada vez maior importância.
As soluções tradicionais de Cibersegurança deixaram de ser suficientes para enfrentar as complexidades e vulnerabilidades da era digital. A indústria passou, por isso, a recorrer a ferramentas mais inovadoras e eficientes, nas quais a Inteligência Artificial (IA) surge cada vez mais como resposta para grande parte das vulnerabilidades, fomentando uma nova geração de soluções de proteção.
A utilização da IA na Cibersegurança está associada à aplicação de algoritmos e técnicas de aprendizagem automática, de forma a fortalecer a segurança da informação nas organizações. Esta aplicação resulta na automatização de tarefas de segurança – como a deteção de ameaças e a resposta a incidentes -, tendo como base a análise em tempo real de grandes volumes de dados para identificar atividades suspeitas e ameaças potenciais, atuando de forma mais rápida do que as análises manuais.
Numa perspetiva organizacional, a aplicação de ferramentas de IA na Cibersegurança capacita as organizações a protegerem os seus ativos e dados críticos com maior eficácia e precisão.
No entanto, da mesma forma que a IA pode ser a resposta a um novo paradigma de Cibersegurança, também os cibercriminosos poderão usá-la para aprimorar as suas técnicas de ataque e para evadir os sistemas de deteção. A ideia, uma vez mais, é que as organizações consigam usar a tecnologia para antecipar possíveis ataques, mantendo-se um passo à frente dos atacantes…
Podemos apontar quatro tipos de tarefas que a Inteligência Artificial (IA) consegue melhorar, de forma significativa, ao nível da Cibersegurança:
Com base nestas diferentes tarefas e características, as organizações poderão responder às ameaças em tempo real, diminuindo o tempo de reação, crucial para a mitigação de riscos. Para além destes benefícios, a IA poderá auxiliar ainda na identificação da causa raiz das violações de segurança, assim como na prevenção da sua reincidência.
Para que todo este potencial seja efetivamente utilizado em prol de uma (ciber)segurança maior, há que reconhecer os riscos associados à IA neste domínio e adotar procedimentos rigorosos na sua utilização, apostando num planeamento cuidado da sua implementação e numa monitorização adequada.
Será também necessário, uma evolução paralela do papel dos profissionais de TI nesta área.
A tendência é que a procura por especialistas em IA e Cibersegurança continue a crescer – alargando o cenário de escassez de Recursos Humanos, por um lado, mas criando também oportunidades e vagas de emprego.
Este contexto confere aos CIO, CTO, CISO e Diretores de TI um papel fundamental para orientar esta mudança no cenário global de Cibersegurança, mas torna também crucial a ação dos providers deste tipo de soluções e serviços, que deverão trabalhar em parceria estreita com as organizações, partilhando a sua experiência e know-how.
A adoção de IA na Cibersegurança não é mais uma questão de escolha, mas sim uma necessidade iminente para garantir a proteção das nossas redes, sistemas e dados. E quanto mais eficiente e “inteligente” for o ecossistema de proteção, mais perto estarão as organizações de tornar essa proteção efetiva.
David Grave
Security Director – Claranet Portugal
in IT Security
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